Eu estava lá. Olhando em seus olhos como se fosse a última vez (o que, na verdade, era). Queria pegar em suas mãos, te dar segurança, te dar amor. Amor... Era o meu defeito, não era? Amor em demasia. Não soube como administrar todo aquele sentimento, não soube controlar. Já tinha lhe pedido desculpas inúmeras vezes, mas não apenas pelo amor em demasia, esse era o menor dos problemas. O maior era: meu amor em demasia havia se transformado em obsessão e paranoia. E aí foi que eu perdi o controle de vez, se é que já existia algum. Cheguei ao ponto de quase te trancar em meu armário, com medo de você sair e se encontrar com alguém, sei lá. Eu tinha raiva até dos seus pais, que passavam mais tempo contigo do que eu. Aquele amor, aquela obsessão, aquela paranoia estavam me sufocando. Eu mal respirava quando pensava em você, pois não pensava mais em coisas bobas de apaixonados; pensava em você com desconfiança, com angústia. Eu estava me afundando em desespero.
Quando o amor para de ser bom e passa a ser auto-destrutivo? Eu tinha passado dos limites?
Tudo o que eu mais queria era voltar ao início, quando o amor era puro e não sufocava, só fazia bem. Onde foi que nós nos perdemos? Onde foi que eu me perdi? E eu sei que, no final, aquela onda de sentimentos bons foi embora quase que “da noite para o dia”.
Nada estava igual, estávamos algemados um ao outro e aquilo não era mais uma relação de carinho. Era uma prisão. As palavras doces eram praticamente inexistentes, só havia aqueles olhares estranhos, palavras ríspidas, respostas cuspidas... Deus, por que o amor se transformara em um vale de lágrimas? Foi então que, naquele dia, nós nos olhamos profundamente, um procurando o que sobrou da alma do outro, e então entendemos, o que nós tanto temíamos chegara: o fim. E o fim não foi tão assombroso como eu esperava; foi silencioso, calmo e reconfortante. Eu voltei a dormir sem acordar durante a noite, voltei a respirar tranquilamente e, o mais importante, voltei a viver.
Não digo que te esqueci, pelo contrário, nunca irei. Apenas te acomodei no meu coração de forma que vocês (você e o coração) permaneçam intactos. Sem um machucando o outro. E não vejo motivos para tirar-lhe dali.
Quando o amor para de ser bom e passa a ser auto-destrutivo? Eu tinha passado dos limites?
Tudo o que eu mais queria era voltar ao início, quando o amor era puro e não sufocava, só fazia bem. Onde foi que nós nos perdemos? Onde foi que eu me perdi? E eu sei que, no final, aquela onda de sentimentos bons foi embora quase que “da noite para o dia”.
Nada estava igual, estávamos algemados um ao outro e aquilo não era mais uma relação de carinho. Era uma prisão. As palavras doces eram praticamente inexistentes, só havia aqueles olhares estranhos, palavras ríspidas, respostas cuspidas... Deus, por que o amor se transformara em um vale de lágrimas? Foi então que, naquele dia, nós nos olhamos profundamente, um procurando o que sobrou da alma do outro, e então entendemos, o que nós tanto temíamos chegara: o fim. E o fim não foi tão assombroso como eu esperava; foi silencioso, calmo e reconfortante. Eu voltei a dormir sem acordar durante a noite, voltei a respirar tranquilamente e, o mais importante, voltei a viver.
Não digo que te esqueci, pelo contrário, nunca irei. Apenas te acomodei no meu coração de forma que vocês (você e o coração) permaneçam intactos. Sem um machucando o outro. E não vejo motivos para tirar-lhe dali.
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